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Política

Pacheco e Lira disparam contra o STF: “Invasão de competência”

Os presidentes da Câmara e do Senado criticaram as ações do STF que interferem em matérias do legislativo e executivo

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··2 min de leitura
STF — Imagem de capa original não recuperada.

Os presidentes da Câmara e do Senado criticaram as ações do STF que interferem em matérias do legislativo e executivo

Os líderes das casas legislativas – Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) – se manifestaram nesta semana sobre o “excesso de poderes” do Supremo Tribunal Federal. Em ambos os casos, os presidentes da Câmara e Senado apontaram que tem ocorrido exageros, embora nenhum deles tenha se arriscado a atacar a principal esfera do judiciário.

Em entrevista ao jornalista Pedro Bial, o presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que os excessos do STF têm acontecido principalmente quando partidos que são minoria no Congresso perdem votações e apelam à suprema corte.

“Muitas vezes a gente fala do Judiciário, que tem seus excessos. Minorias quando perdem votação no Congresso recorrem ao Supremo para resolver a sua derrota no Judiciário. O Executivo quando tem derrotas no Congresso recorre ao Supremo. Eu tenho defendido dentro do parlamento que a gente restrinja quem possa apresentar, por exemplo, ação direta de inconstitucionalidade”, afirmou Lira.

Pacheco aponta invasão de competência do STF sobre a descriminalização de drogas

Já  o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), declarou que medidas como a descriminalização do porte de drogas não podem – nem devem – ser feitas por meio de decisão judicial. A pauta é defendida atualmente pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“A ciência é que determina se a substância entorpecente deve ser lícita ou ilícita. Não pode uma decisão judicial pensar em uma substância e dizer: ‘Não, essa substância em determinada quantidade, isso passa a ser lícito’. Sequer, descriminalizar a maconha e torná-la legal”, disse Pacheco durante discurso no Senado, acrescentando que uma decisão judicial isolada pode criar “perplexidade e insegurança jurídica”.

Como alternativa, Pacheco sugeriu que a matéria seja debatida pela Anvisa, pelo Executivo e pelo Congresso Nacional.

“Há uma questão de reserva de poder, que é o poder da política de decidir isso junto com a sociedade brasileira, junto com as discussões dos cientistas que possam aferir isso”, ressaltou.

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