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Economia

Sem apresentar alternativa, Haddad tenta rebater Campos Neto sobre crédito rotativo

Fernando Haddad disse que extinguir a forma de parcelamento sem juros no cartão de crédito afetaria diretamente o varejo nacional. Apesar de combater a ideia

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··1 min de leitura
Haddad
Haddad — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

Fernando Haddad disse que extinguir a forma de parcelamento sem juros no cartão de crédito afetaria diretamente o varejo nacional. Apesar de combater a ideia do presidente do BC,  o ministro da fazenda não apresentou qualquer alternativa

A disputa entre o governo Lula e o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, está longe de acabar. Agora foi a vez do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) afirmar que o fim do parcelamento sem juros nas compras por cartão de crédito não seria a solução para evitar que o cliente caia na “armadilha do rotativo.

Para combater a tese de Campos Neto, Haddad disse que se a medida fosse tomada pelo BC ela poderia afetar o volume de compras no varejo. 

 “Não podemos perder de vista o varejo”, afirmou Haddad em participação no podcast Recoversa nesta segunda-feira (14). “Isso porque  as compras são feitas assim no Brasil, então não pode mexer nisso”, ratificou.

Segundo Haddad, embora os altos juros cobrados no crédito rotativo (quando o cliente deixa de pagar a fatura completa) representem uma preocupação real, seria preciso estudar outras alternativas para evitar a crescente inadimplência e comprometimento das finanças do titular.

 “Tem que proteger quem está caindo no rotativo, claro, tem que fazer alguma coisa por essa pessoa, mas o sistema padrão de compra brasileiro hoje é esse, o parcelamento”, completou.

Haddad x Campos Neto: o alto custo da inadimplência

Como o Paradoxo BR mostrou, segundo dados do Banco Central, 50% das dívidas atuais são referentes ao não pagamento de faturas dos cartões de crédito, levando o Brasil à liderança global nessa modalidade de débito. A sugestão alternativa apresentada  por Campos Neto seria a de cobrar a dívida separadamente da fatura do cartão, com uma taxa de juros inferior à atual.

Atualmente, os juros cobrados no rotativo pelas empresas de cartão de crédito são de 437% em média. Porém, há registros de algumas empresas que chegam a cobrar cerca de 1000%.

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