Rosa Weber lança “constituição em tupi” e diz que indígenas tiveram “de esperar 523 anos”
Rosa Weber - ignorando que a primeira Constituição só foi promulgada em 1824 - disse que os indígenas ficaram à espera de uma Constituição em tupi desde o
Rosa Weber – ignorando que a primeira Constituição só foi promulgada em 1824 – disse que os indígenas ficaram à espera de uma Constituição em tupi desde o descobrimento do Brasil
Militante declarada e contrária ao marco temporal indígena, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, participou da cerimônia de lançamento da Constituição Federal traduzida para o tupi moderno. O evento aconteceu na Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), no Município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.
“Levamos 523 anos para chegar a este momento, que considero histórico”, afirmou a ministra, naturalmente ignorando que o Brasil só teve uma constituição a partir de 1824, dois anos após a proclamação da independência por D. Pedro I.
Usando o nome indígena Raminah Kanamari, recebido pela ministra após batismo no Vale do Javari, Weber falou sobre os direitos dos povos originários, conquistados a partir da Constituição Federal de 1988.
“Com a constituição, os povos não podem ser mais vistos como meros indivíduos tutelados. Agora, com sua tradução, temos um gesto de valorização e respeito à cultura e à língua indígena”, declarou.
Rosa Weber: “a língua é componente da Cultura”
Elaborada por 15 indígenas bilíngues da região do Alto Rio Negro e Médio Tapajós, a tradução da Constituição de 1988 é uma ação que integra a celebração da Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032) da ONU.
“A língua é muito mais do que um sistema de comunicação. Ela é um componente central da cultura e da identidade de um povo”, finalizou a ministra.
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