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Redação PARADOXO BR ·
Terror no Rio de Janeiro: Especialista em segurança pública, Roberto Motta, explica ao Paradoxo BR os principais fatores da interminável onda de violência na
Terror no Rio de Janeiro: Especialista em segurança pública, Roberto Motta, explica ao Paradoxo BR os principais fatores da interminável onda de violência na capital carioca
A onda de terror provocada pelo crime organizado no Rio de Janeiro colocou o Brasil no radar de entidades internacionais. Após mais de 24 horas de ataques ao sistema de transporte público da capital, o Consulado Geral dos Estados Unidos emitiu um alerta para todos os cidadãos norte-americanos evitarem a circulação pela cidade, em especial, em bairros da zona oeste, onde se concentram os incêndios provocados em ônibus e vagões de trens.
“A mídia local está reportando episódios de violência no dia 23 de outubro, incluindo barricadas e incêndios criminosos, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A mídia informa que o governo da cidade orientou os moradores a evitarem áreas afetadas pela violência”, escreveu o Consulado.
Na opinião do especialista em segurança pública, Roberto Motta – hoje, um dos mais assertivos comentaristas políticos do país – a nova onda de crimes conta com uma certa permissividade da atual gestão federal.
Para o analista da Jovem Pan, há mais preocupação com idosos que acabaram presos “por engano” nos dias 8 e 9 de janeiro do que com a ação direta das facções no Rio de Janeiro.
“O maior motor do crime é a impunidade”, destaca Roberto Motta à reportagem do Paradoxo BR. “Para a esquerda, o único crime que existe é discordar da esquerda – é o crime ideológico”, completa.
A análise de Motta corrobora, inclusive, com a falta de reação de parlamentares de partidos como PSOL e PT, que exigiram punições exemplares para qualquer um dos presos após o 8 de Janeiro, mas se omitem quando o tema envolve gangues perigosas.
“A maioria dos crimes é cometida por criminosos que já foram presos, mas acabaram soltos pela legislação. A polícia é o primeiro componente do sistema de Justiça criminal. Mas é evidente que nem mesmo a melhor polícia do mundo terá qualquer efeito se os criminosos forem soltos em pouco tempo”, conclui Motta, resignado sobre a facilidade em que o crime atua no Brasil.
Além dos fatores enumerados por Roberto Motta, o especialista recorda sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal que permanece desde os auges da covid-19.
Provocado pelo PSOL – um dos partidos que mais atua em proteção de meliantes – o ministro Edson Fachin determinou, em junho de 2020, a suspensão de todas as operações policiais em favelas enquanto durasse a pandemia. Mais de três anos já se passaram – assim como a pandemia – mas a decisão do Supremo ainda prevalece.
“No Rio de Janeiro continua valendo um tipo de moratória para a ação policial nas áreas dominadas pelo tráfico”, relembra Motta, destacando a Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental 635, validada por Fachin.
“Essa ADPF produziu uma série de restrições, o que gera incerteza jurídica para as forças policiais. Ou seja, na dúvida, é melhor não correr riscos. Quem corre o risco é a população”, conclui.
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