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Renovar a carteira de motorista deve ficar mais complicado em todo o país

Projeto do senador Davi Alcolumbre com relatoria petista que altera sistema de renovação da carteira nacional de habilitação precisará ainda ser aprovado pela

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··1 min de leitura
Carteira
Carteira — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

Projeto do senador Davi Alcolumbre com relatoria petista que altera sistema de renovação da carteira nacional de habilitação precisará ainda ser aprovado pela Câmara antes de ser adotado

O Senado Federal acaba de aprovar uma nova lei que irá alterar a rotina de quem pretende tirar ou revalidar sua CNH – a Carteira Nacional da Habilitação. Segundo o texto do aliado de Lula, senador Davi Alcolumbre (União-AP), será preciso repetir testes psicológicos toda vez que o motorista for renovar seu documento. 

Após receber o parecer positivo da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o PLS 98/2015 agora segue para votação na Câmara dos Deputados.

Segundo o relator do projeto, o senador petista Fabiano Contarato (PT-ES), a mudança seria válida, porque atualmente o exame é vitalício. Isto é: é feito apenas uma vez e permanece válido toda vez que o condutor vai ao Detran renovar o documento.

“O que nós estamos fazendo é porque, hoje, como a legislação está, o exame psicológico é vitalício”, explica Contarato. 

“Você faz a habilitação não faz mais o exame, a avaliação psicológica. E nós temos aqui uma realidade, no caótico sistema do trânsito brasileiro, de ansiedade, depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas; nós temos estresse pós-traumático, transtorno obsessivo-depressivo. Então, nós estamos aqui efetivamente falando que esse projeto é de suma importância para exigir essa avaliação psicológica apenas quando for renovar”, conclui.

Carteira de habilitação: senadores citam acidentes de trânsito para justificar o projeto

Além de citar os problemas psicológicos que afetam os motoristas, os defensores do projeto usaram dados sobre acidentes de trânsito para justificar a repetição contínua dos testes.  Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), nos últimos 10 anos, os acidentes deixaram mais de 1,6 milhão de brasileiros feridos, com sequelas irreversíveis ao custo de R$ 3 bilhões para o Sistema Único de Saúde (SUS).

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