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Economia

Reforma tributária de Lula produziria crescimento inferior ao da gestão Bolsonaro

Reforma tributária de Lula teria crescimento inferior ao da gestão Bolsonaro. Alckimin especula que PIB médio seria de 1,5%

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··2 min de leitura
Governo
Governo — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

Reforma tributária em xeque. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB-SP) afirmou hoje na 4ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, – evento promovido Confederação Nacional de Municípios (CNM) – que a reforma tributária proposta pelo governo Lula poderá levar o país a crescer 10% em um período de 15 anos.

O cálculo apresentado por Alckmin, entretanto, mostra que o PIB nacional seria de 1,5%, em média, até 2038 – número bastante inferior ao crescimento registrado em 2022 na gestão de Jair Bolsonaro, quando ficou em 2,9%. Como o Paradoxo BR mostrou na ocasião em que o IBGE divulgou o produto interno bruto do ano passado, o ‘presidente Luiz Inácio Lula da Silva debochou do resultado, afirmando que “O Brasil não cresceu nada”.

“Essa é uma reforma que traz eficiência econômica, o modelo nosso é injusto. Tem município que a renda per capita é de quase R$ 9 mil por pessoa, e tem município que é R$ 30. Não é possível continuar com um modelo desse. E o caminho é o diálogo. Nós queremos que os municípios arrecadem mais e arrecadem melhor, e que a economia cresça”, destacou Alckmin.

Reforma tributária e “arcabouço fiscal” na pauta

Além de calcular o futuro do PIB brasileiro, Geraldo Alckmin criticou a indústria nacional, afirmando que ela “precisa se voltar para o comércio exterior”.

“Isso precisa acontecer, pois é necessário aumento da exportação para o país crescer a grandes níveis”, completou.

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), prometeu que a proposta de arcabouço fiscal – medida que substituiria o antigo teto de gastos – será divulgada ainda nesta semana. Haddad apontou que ainda seria preciso uma reunião final com o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA) para concluir a proposta. Costa não pôde comparecer ao encontro marcado para hoje, por conta de uma gripe, segundo a assessoria do ministro.

“Essa semana, nós vamos divulgar. A lei propriamente, ela tem prazo para ser encaminhada e é o dia 15 de abril, porque tem que estar compatível com a LDO. Mas isso não impede de já dizer qual vai ser a nova regra, o novo arcabouço fiscal”, prometeu Haddad.

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