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Economia

Projeto de Alckmin deve aumentar impostos de quem é MEI

Proposta inclui regras que aumentam faturamento para os microempreendedores individuais (MEIs). Benefício, entretanto, viria com carga maior de impostos

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··1 min de leitura
Governo
Governo — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

Proposta inclui regras que aumentam faturamento para os microempreendedores individuais (MEIs). Benefício, entretanto, viria com carga maior de impostos

A troca obrigatória de sites para a emissão da NFS-e já foi um sinal. Contudo, os microempreendedores individuais não devem escapar do famigerado apetite por mais impostos do governo Lula. As mudanças previstas pelo vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, visam alterar o limite de faturamento de quem é MEI, além de mirar em cobrar mais impostos com o estabelecimento de uma nova alíquota. 

A alíquota, vale destacar, é o valor básico usado para calcular a cobrança de um tributo.

Segundo a Lei Complementar 128/2008, atualmente para continuar sendo um MEI o limite de faturamento anual do empreendedor deve ser de R$ 81 mil – ou cerca de R$ 6,8 mil mensais. Para abraçar uma parcela ainda maior, o governo Lula está de olho em ampliar esses limites de ganhos. Com isso, a proposta de Alckmin é aumentar a base lucrativa anual do MEI para cerca de R$ 144 mil – ou 44% sobre os valores anteriores.

De fato, uma parcela dos microempreendedores brasileiros já pediam pela ampliação dos lucros, alegando que as multas aplicadas e o faturamento limitado os impedia de progredir. Entretanto, a má notícia é que a alteração, caso ocorra, implicará no aumento de impostos.

Hoje, quem ganha anualmente até R$ 81 mil paga um tributo de R$ 71, com mensalidade fixa de 5%. Caso as regras sejam alteradas para R$ 141,3 mil de faturamento máximo, o imposto mensal passará a ser de R$ 181,14. 

Novo site do MEI apresenta problemas

Como o Paradoxo BR mostrou, a partir de 1º de setembro já não é mais possível emitir notas fiscais para os prestadores de serviço pelo site das prefeituras. A alteração para o site do Governo Federal agora é obrigatória.

Com a mudança, os microempreendedores têm se queixado de problemas com a inscrição e lentidão na emissão das NFS-e.

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