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Redação PARADOXO BR ·
PEC do Foro Privilegiado foi aprovada em 2017 mas ainda precisa ser votada em duas sessões
PEC do Foro Privilegiado foi aprovada em 2017 mas ainda precisa ser votada em duas sessões
Senadores da oposição voltaram a apelar ao presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) sobre a pauta do foro privilegiado, que permanece intocável há sete anos desde sua aprovação em 2017. Os congressistas entendem que o fim do foro diminuiria a pressão do Supremo Tribunal Federal sobre as decisões do poder legislativo.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que Pacheco deve se manifestar sobre a PEC entre hoje e a próxima segunda-feira (5), quando os parlamentares retornam do recesso. Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) disse que Pacheco precisa lutar pela independência entre os poderes.
“O foro privilegiado, consideramos uma blindagem muito grande, um guarda-chuva de um mecanismo que protege os poderosos. A gente quer que exista o devido processo legal no país”, declarou Girão.
Em maio de 2017 – ainda na gestão de Michel Temer (MDB) – o Senado Federal aprovou a PEC 10/2013 que previa a extinção do foro privilegiado. A medida incluiu na regra, parlamentares, governadores, ministros de estado e diversos outros cargos federais. Desde então, a proposta de emenda à constituição está trancada a sete chaves na Câmara dos Deputados, onde ainda precisará ser votada em dois turnos.
Como o Paradoxo BR mostrou, a decisão de reativar a PEC do Fim do Foro acontece após uma série de operações da Polícia Federal nos gabinetes dos deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). Os eventos aconteceram sem consulta prévia ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e em meio ao recesso do Legislativo.
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