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“Orçamento Secreto” de Lula deve voltar com força total no 2º semestre

Lula quer aprovar reforma tributária, Carf e arcabouço fiscal nos próximos meses. Para isso, deputados e senadores deverão repartir pelo menos mais R$ 10 bi

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··1 min de leitura
Lula
Lula — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

Lula quer aprovar reforma tributária, Carf e arcabouço fiscal nos próximos meses. Para isso, deputados e senadores deverão repartir pelo menos mais R$ 10 bi do orçamento secreto. Somente no 1º semestre foram liberados quase R$ 18 bilhões

Depois de abrir o orçamento secreto para conquistar votos no primeiro semestre, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara um “arsenal” de pelo menos R$ 10 bilhões para conseguir convencer o Congresso a aprovar seus projetos de interesse no resto do ano. As informações são da Jovem Pan.

De acordo com fontes junto ao Planalto, a expectativa é de que os recursos sejam suficientes para garantir a aprovação no Senado da reforma da Previdência, voto de qualidade do Carf, além do arcabouço fiscal.

Desde janeiro, Lula já presenteou os parlamentares com R$ 17,7 bilhões. Parte desse montante, entretanto, foi usado para tentar articular o esvaziamento da CPMI do 8 de Janeiro, o qual obteve apenas parcial sucesso.

Governo Lula bloqueia orçamento de ministérios para não romper teto

Embora esteja preparado para fazer as emendas Pix quando necessário, o governo federal deverá se preparar para fechar as torneiras nos próximos meses.

O alerta foi dado pela ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MT). Após se reunir com Fernando Haddad, Tebet comunicou a necessidade do corte de R$ 2,6 bilhões direcionados pelo orçamento ao Ministério da Fazenda.

O bloqueio dos recursos representa 30% das despesas da pasta comandada pelo ex-prefeito de São Paulo.

“Algumas despesas entraram no novo teto, então tivemos um espaço fiscal menor. Ao invés de tirar de políticas públicas ou perguntar se não vai ter aumento maior nessas políticas, para que possam ganhar um pouco, decidimos tirar dos nossos discricionários”, afirmou Simone Tebet.

Em maio, vale destacar, o Ministério do Planejamento já havia anunciado o corte de R$ 1.7 bilhão para não romper o autal teto de gastos.

Fernando HaddadGoverno LulaSimone Tebet
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