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Redação PARADOXO BR ·
Oposição avança com pedidos de CPI na Câmara e no Senado para investigar incidentes do 8 de janeiro e suposto abuso de autoridade
A oposição ao governo Lula continua em busca de assinaturas para abir CPIs em pelo menos duas frentes: incidentes do 8 de Janeiro e contra o suposto abuso de autoridade pelo poder Judiciário. Outro progresso conquistado no congresso foi obtido pelo senador Sergio Moro (União Brasil-PR), com assinaturas suficientes para reabrir a discussão sobre a prisão em segunda instância.
Pelas redes sociais, o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) afirmou que “o Parlamento e a sociedade brasileira precisam demostrar de uma vez por todas que os abusos do STF e TSE não serão mais tolerados. O Brasil não pode ficar calado diante de ataques quase que diários à democracia e ao Estado de Direito, ainda mais vindos da mais alta Corte do país”.
Para tentar barrar os supostos abusos e investigar casos específicos, Van Hattem precisa coletar o mínimo de 171 assinaturas de seus colegas de Câmara. Até o momento (17/2), este número já está em 116.
“Faltam apenas 55 assinaturas para que o requerimento de abertura seja protocolado”, alerta o deputado gaúcho. Para acompanhar o processo, Van Hattem já disponibilizou as informações online.
Os incidentes que levaram à depredação do patrimônio público escandalizaram todo o Brasil. Porém, alguns acontecimentos permanecem obscuros da opinião pública.
Em janeiro, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirmou ter documentos que comprovariam a prevaricação do ministro da Justiça, Flavio Dino (PSB-MA), que teria sido informado de antemão sobre as invasões por meio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
A senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS) acionou nesta semana o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para que ele instale a comissão na casa.
Thronicke acusa Pacheco de “omissão” e “atuação política” por não deliberar a CPI. Até o momento, a senadora já conta com 38 assinaturas – 11 a mais que o mínimo de 27 necessárias para que a investigação aconteça. O governo Lula já se manifestou que é contra qualquer CPI que apure os incidentes do 8 de janeiro, afirmando que “seria redundante e tiraria o foco da reforma tributária”.
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