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Economia

O fracasso de Haddad: economista explica por que o dólar chegou hoje a R$ 5,28

Após Haddad anunciar alteração no arcabouço fiscal em 2025, o dólar disparou e chegou a sua pior cotação desde as eleições de 2022

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··1 min de leitura
Haddad
Haddad — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

Após Haddad anunciar alteração no arcabouço fiscal em 2025, o dólar disparou e chegou a sua pior cotação desde as eleições de 2022

Em maio do ano passado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), celebrou o placar de 372 a 108 na Câmara a favor do arcabouço fiscal. O conjunto de regras, gerado para equilibrar o orçamento, foi defendido pelo governo Lula, que acusava o antigo sistema de “engessar” os investimentos em educação e saúde.

A promessa petista, contudo, não demorou sequer um ano. Com a alteração da meta fiscal – que previa superávit e agora só oferece déficit zero em 2025 – o mercado sentiu insegurança nas decisões da equipe econômica petista.

Resultado imediato: cotação do dólar em disparada, atingindo a marca de R$ 5,28.

Para o economista Rob Corrêa, além da quebra da meta, outros fatores influenciaram na forte desvalorização do real frente a moeda norte-americana.

“Certamente, a mudança da meta fiscal influenciou mais”, aponta o economista. “A meta para 2025 era de um superávit de R$ 61 bilhões nas contas públicas e agora passou a ser zero”, explica.

“Porém, além disso, temos outros cenários preocupantes. Entre eles, a especulação sobre o corte de juros nos Estados Unidos – que pode atrair investimentos para lá – e a crise no Oriente Médio. Se a guerra começar, o cenário vai piorar”, conclui.

O que Haddad falou sobre o arcabouço fiscal

No dia 24 de maio de 2023, quando a Câmara endossou o pacote fiscal de Haddad, o ministro da Fazenda afirmou que as medidas colocariam o Brasil em um “outro patamar” de crescimento.

“Estou muito confiante de que essas duas reformas, o marco fiscal e a reforma tributária, vão nos colocar em um outro patamar de crescimento potencial. Vamos sair de uma década de baixíssimo crescimento, de 1% ao ano, em média. Uma década muito complicada. Acho que nós vamos inaugurar um ciclo que pode ser muito promissor para o Brasil”, avaliou Haddad

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