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Novo entra com ação no STF para tentar “salvar” Lei das Estatais

Novo entra com ação no STF para tentar "salvar" Lei das Estatais. Partido alega que Lewandowski "violou colegialidade"

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··1 min de leitura
Intervenções
Intervenções — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

O Partido Novo entrou nesta semana com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a corte reconsidere a recente decisão liminar do ministro Ricardo Lewandowski, que suspendeu trechos importantes da Lei das Estatais. Entre eles, os incisos que restringiam a indicação de políticos para cargos de diretoria em empresas públicas.

Como o Paradoxo BR mostrou, Lewandowski decidiu acolher um pedido apresentado pelo PCdoB – partido aliado do Governo Lula – que protocolou a ação por julgar inconstitucionais as restrições para as indicações.

O Partido Novo ainda destaca outro agravante sobre a decisão de Ricardo Lewandowski. Ao conceder a liminar ao PCdoB, o ministro do STF atropelou o ministro André Mendonça, que havia pedido vistas para analisar melhor o processo.

A ação do Novo aponta que a manobra de Lewandowski também violou o “princípio da colegialidade”. Isto é, de que as decisões devem ser tomadas em conjunto pelo plenário do STF.

Ação do Novo: advogada esclarece ‘manobra’ de Lewandowski

Segundo a dra. Géssica Almeida, o pedido de vistas do ministro André Mendonça não interferiria no julgamento em si, além de a AGU (Advocacia-Geral da União) e PGR (Procuradoria Geral da República) já terem se manifestado, apontando inconstitucionalidades na lei.

“A decisão em plenário é vinculante, como se fosse uma lei. O poder dela sempre é maior. Porém, a decisão monocrática do ministro Lewandowski foi referendada pelos demais ministros em plenário virtual”, esclarece a advogada.

Novo quer manter a ‘quarentena’ para políticos

Aprovada em junho de 2016, a Lei de Responsabilidade das Estatais foi sancionada pelo presidente Michel Temer (MDB-SP) e estabelece novas regras para nomeação de diretores e conselheiros de empresas públicas.

A principal alteração na legislação foi a inclusão da quarentena de 36 meses para agentes políticos, criada para proteger os cargos de interesses partidários. PT e aliados, além da PGR e outros órgãos, alegam que o inciso é inconstitucional.

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