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Redação PARADOXO BR ·
Novo diretor da Abin já respondeu processo por improbidade. Luiz Fernando Correa foi acusado de praticar sobrepreço de R$ 17,9 milhões
A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) iniciou o governo Lula (PT) com duas polêmicas. A primeira delas envolve a transferência do órgão do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) para a Casa Civil. Já a mais recente está ligada diretamente ao seu diretor-geral.
Indicado pelo atual presidente da república, o ex-diretor da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa já foi acusado de improbidade administrativa – processo que acabaria sendo descartado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Luiz Fernando Correa foi acusado de ter praticado sobrepreço de R$ 17,9 milhões pela aquisição de material de informática para os jogos Panamericanos de 2007
Em seu veredicto, favorável ao atual diretor-geral da Abin, o juiz Antonio Claudio Macedo da Silva afirmou que, na denúncia do MPF, não havia “qualquer dado concreto, ou mesmo prova indiciária, que permitam inferir sobre a efetiva existência das supostas fraudas”.
Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a transferência da Agência Brasileira de Inteligência para a Casa Civil, comandada por Rui Costa (PT-BA).
A mudança foi regulamentada com publicação no Diário Oficial da União do Decreto nº 11.426, de 1º de março de 2023. Desde 2016, a ABIN fazia parte da estrutura do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A Agência também já foi parte da Secretaria de Governo, entre 2015 e 2016.
Após a alteração, deputados de oposição já se movimentaram para reverter o decreto. Um projeto de Decreto Legislativo já foi protocolado na Câmara, destacando que “a Casa Civil é a pasta mais política de todas. A Abin, órgão de inteligência de Estado, não pode ficar subordinada a interesses políticos. Precisa ser mais institucional”.
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