“Nefarious” e “Som da Liberdade”: por que os conservadores estão vencendo no cinema
O sucesso de produções com temática conservadora com "Nefarious" tem tomado de assalto a cultura Woke nos EUA e resto do mundo. Mas qual será o segredo dessas
O sucesso de produções com temática conservadora com “Nefarious” tem tomado de assalto a cultura Woke nos EUA e resto do mundo. Mas qual será o segredo dessas produções que tocam no coração do público e irritam a crítica?
A última década não tem sido nada fácil para quem é Cristão. Não sou religioso praticante. Porém, nunca em meus 51 anos vivi sem buscar minhas respostas para conflitos espirituais na palavra de Deus.
Desta forma, assim como o cidadão comum, atores, cantores e pessoas públicas que decidem expor sua fé também viraram alvos fáceis do que hoje todos chamam por cancelamento.
Pior que o cancelamento – e de maneira bastante nefasta – existe ainda uma voraz e real perseguição ao cristianismo. Na Nicarágua do amigo de Lula, Daniel Ortega, por exemplo, jornalistas são presos por cobrir eventos religiosos.
Talvez, não por coincidência, as forças que tentam derrubar a crença pessoal estejam preocupadas com a recente produção cinematográfica.
Não faltam motivos para alertas-vermelhos na cada vez mais sombria Hollywood de práticas sinistras e greves.
Uma grata surpresa da temporada é Som da Liberdade que ainda vai estrear no Brasil em Setembro. A saga do ex-agente federal Tim Ballard levada à tela pela produtora Angel Studios (após 5 anos encalhado na Disney) conta a triste, porém, redentora, história da luta contra o tráfico de crianças na fronteira dos EUA.
No longa, Tim Ballard é interpretado por Jim Caviezel, um dos atores mais penalizados pela cultura woke nos últimos tempos. Caviezel interpretou Jesus Cristo no épico A Paixão, de 2004. E por ter ousado dar o máximo de si para interpretar o Filho de Deus, o ator pagou o preço de ser evitado por diretores nas grandes produções.
Som da Liberdade não é um filme com teor religioso. Porém, o roteiro toca em um assunto, digamos, considerado proibido. Por revelar os macabros esquemas de tráfico humano, o filme tem sido chamado de “direitista” e “conservador”, como se fosse uma inexplicável retaliação. Será que a produção tocou em alguma ferida escondida do sistema?
Nefarious deixou críticos incomodados
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O ano cinematográfico de 2023 também ficará marcado por Nefarious – um filme praticamente ignorado pelas salas de cinema, e que tem sido assistido de foram “alternativa” na Internet.
Desta vez, sim, aqui temos uma produção que toca na ferida, na luta do bem contra o mal, e na exposição do demônio como ator nos tempos atuais.
Com apenas 33% de avaliação pelos críticos do site Rotten Tomatoes – um dos “termômetros” mais aceitos pela opinião pública – Nefarious traz à tona a história dos últimos momentos de um condenado à pena de morte por chacinas cometidas no estado norte-amercano de Oklahoma.
A trama mostra, de maneira econômica e eficaz, um diálogo entre o criminoso e um psiquiatra ateu, onde o serial killer afirma que ele foi conduzido pelo demônio para cometer todas as atrocidades na Terra.
Como resultado, críticos tradicionais desprezaram o filme, seguindo a direção contrária do público.
Um amigo meu que abandonou as salas de cinema desde 2019 me confessou: “Nefarious é o filme do ano”. Hollywood pode negar. Mas o público, quase sempre conservador, é o que dará sempre a palavra final.



