Na Copa da Lacração, o Brasil terminou em 1º lugar
Para embalar a Copa do Mundo de Futebol feminino - acredite - o governo Lula deixou até os servidores matarem o trabalho. Do lado midiático, a história
Para embalar a Copa do Mundo de Futebol feminino – acredite – o governo Lula deixou até os servidores matarem o trabalho. Do lado midiático, a história vendida foi de que as garotas poderiam superar as favoritas. No final da história, a técnica e a tradição perderam para a lacração de goleada
Ao melhor estilo de uma república estatal, o governo Lula baixou uma portaria em 18 de julho para que as repartições públicas federais operassem com ponto facultativo. Isto é: poderiam faltar para ver os jogos. Tudo isso para espalhar um “clima de Copa do Mundo”.
Não importava se o mundial em questão fosse o do fraco time da Rainha Marta, que decretou sua aposentadoria após ser eliminada precocemente da Copa da Austrália/Nova Zelândia em um melancólico 0 a 0 com a Jamaica – e isso, apenas na primeira fase.
Em suma, o oba-oba não ficou a cargo apenas dos canais de TV e YouTube que transmitiram os jogos. A falsa sensação de que o Brasil estava no mesmo patamar de Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos e Holanda foi propagada pelo estado. Era a Seleção do Lula em campo. #Só Que Não.
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Assim como em 2016, quando o Brasil ficou de fora da briga pelas medalhas nos Jogos Olímpicos em sua própria casa, houve ruídos de que a falta de investimento seria um dos culpados pelo sempre “quase” das meninas.
Olhando para sete anos atrás, o Brasil já demonstrava que a falta de preparação tática e psicológica tinha mais a ver do que carência de investimentos. Na primeira fase da Rio 2016, por exemplo, Marta e cia meteram 5 a 1 na Suécia. Nas semifinais, a própria Suécia derrotou o Brasil nos pênaltis. Na hora da decisão para o bronze, a medalha ficou com o Canadá.
Não por acaso, as reclamações sobre igualdade salarial entraram em pauta, muito por motivação de comentaristas que abusam do direito de lacrar. O nome Neymar apareceu na conversa, para surpresa de quase ninguém.
Antes da Copa da Austrália, sobraram cobranças de que Marta deveria ter um salário equivalente a Neymar, o principal nome do masculino.
Como quase todo brasileiro não se apega tanto à história, existe uma explicação básica para os salários inferiores para as esforçadas garotas.
Em uma breve recapitulação, os jogadores da Seleção Brasileira de Futebol estiveram em todas as Copas desde 1930. Deste então, venceu 5, chegou 2 vezes em segundo, ficou duas vezes na 3ª colocações e 4 vezes em quarto lugar.
Fica claro, então, que a atenção da mídia e dos investidores privados foquem no trabalho de Neymar e Vini Jr, em vez de criarem uma falsa ilusão sobre Marta, Debinha e outras guerreiras.
Na história das meninas jogando bola, não temos ainda nenhum título mundial. E é preciso saber viver com isso, com mais humildade.
Por falar em humildade, o artigo foi o que mais esteve em falta na divulgação da Copa – e as jogadores brasileiras pagaram o preço da soberba pregada por parte da mídia.
Embora esteja em 8º no ranking da FIFA, na prática, o futebol praticado não conseguiu superar a realmente humilde Jamaica, que ocupa o 43º lugar. As jamaicanas, a propósito, precisaram fazer uma vaquinha virtual para cruzar o mundo e participar do Mundial.
Copa do Mundo é tradição – e as meninas dos EUA comprovam
Por último – e não menos importante – vale a menção de que o 1º lugar do ranking é ocupado pelos Estados Unidos da América. As meninas norte-americanas são soberanas há décadas.
O mesmo efeito, entretanto, não foi repassado para os meninos, que nunca elevaram os EUA ao patamar de campeões do Soccer – como eles chamam.
A resposta para essa discrepância talvez esteja na tradição. Apesar de só começar a disputar partidas oficiais em 1985, as mulheres dominam a bola redonda nas escolas e universidades, da mesma forma que os homens controlam a bola oval.
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A tentativa de levar Pelé para disputar a liga norte-americana pelo Cosmos ao lado de Franz Beckembauer até que deu resultados – mas nunca no mesmo nível do feminino.
De 1991 a 2019, as norte-americanas venceram 4 vezes: 1991, 1999, 2015 e 2019, além de conseguir o 2º lugar em 2011 e o 3º em 1995, 2003 e 2007.
Os números não mentem e superam sempre outros movimentos, incluindo os badalados pela esquerda, como politicagem, feminismo e vitimismo.
No fim das contas, as jogadores são as menos culpadas na Era da Lacração.



