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Redação PARADOXO BR ·
Lewandowski elogia perfil do grupo esquerdista MST e prega contra a política burguesa da sociedade atual brasileira
O ministro do STF, Ricardo Lewandowski, participou no último final de semana de um evento organizando pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Guararema, São Paulo, onde criticou a democracia exercida por uma suposta “liberal burguesa” no Brasil. Lewandowski também elogiou o MST, classificando as escolas organizadas pelo movimento, como “um exemplo” do que “é capaz o povo organizado”.
O apoio de Lewandowski – ministro que deve se aposentar em maio da Suprema Corte – ao movimento chefiado por João Pedro Stédile certamente ignorou um passado de atos violentos da organização que diz lutar por justiça social no campo.
No final do segundo governo Lula, membros do MST destruíram em 2009 cerca de mil pés de laranja de uma fazenda na região centro-oeste do estado de São Paulo com o objetivo de assentar famílias da organização.
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Já em 2015, cerca de mil mulheres associadas ao MST depredaram mudas de árvores transgênicas produzidas durante 15 anos pelo centro de pesquisa da FutureGene, do grupo Suzano Papel e Celulose, em Itapetininga (SP).
Em 2018, no mesmo dia em que o então juiz federal Sergio Moro determinou que Lula se entregasse à Polícia Federal, membros do MST se reuniram em Belo Horizonte para jogar tinta vermelha – e até fezes – no prédio onde mora a ministra Carmem Lúcia, do STF.
Nenhum membro do grupo que praticou a agressão foi detido pela polícia.
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