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Ministro de Lula usa fake news para justificar site do “ministério da verdade”

Ministro de Lula usa fake news para justificar site do "ministério da verdade". Paulo Pimenta foi questionado por comissões da Câmara

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··2 min de leitura
Ministro de Lula e suas fakes
Ministro de Lula e suas fakes — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

Ministro da Secom, Paulo Pimenta, tenta explicar combate às fake news com “mais fake news”

O chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), ministro Paulo Pimenta (PT-RS) foi interrogado nesta quarta-feira (24) pela Câmara dos Deputados sobre uma série de temas. Entre eles, os planos do governo Lula sobre liberdade de Imprensa e a verdadeira função do site criado para detectar “notícias falsas” sobre o presidente: o Brasil Contra Fake.

O evento nas Comissões de Comunicação e Fiscalização e Finanças acontece em meio a concorrida CPI do MST, que atraiu 12 mil expectadores simultâneos no YouTube – e em seguida à cartada do ministro Alexandre de Moraes (STF) que autorizou investigação sobre o presidente da própria CPI, Tenente Coronel Zucco (Republicanos).

O importante debate com Pimenta não deixa de ser um fator de distração, em meio à investigações que podem comprometer Lula e o governo.

Ministro tenta se justificar

Ao ser questionado pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO) sobre informações diversas, incluindo sobre a economia nos primeiros 100 dias de Lula, Pimenta atacou Gayer, dizendo que ele “era novo na casa” e “não me meça com sua própria régua”.

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“Como o senhor explica a omissão de uma mansão na área nobre de Brasília? E sobre as mentiras que estão sendo publicadas pela própria Secom, como as que não há risco de prejuízos para o BNDES. No próprio site do BNDES diz que o banco sofreu calotes de países como Cuba, Moçambique e Venezuela”, questionou Gayer.

O chefe da Secom protestou sobre a acusação de que teria sonegado informações à Receita Federal.

“O sr. acha que, se eu estivesse escondendo algum patrimônio, eu realizaria uma reunião com o presidente da República, presidente da Câmara, com a imprensa?”, questionou Pimenta.

“Isso é uma grande bobagem, uma grande mentira. Esse imóvel foi declarado no imposto de renda desde o primeiro momento. Mas existe uma normativa da Receita que, quando o cônjuge declara o imposto de renda, ele tem que informar o CPF. Minhas declarações são acompanhadas pelos órgãos de controle. Não me meça por sua régua, deputado”, protestou.

A facada em Bolsonaro

Paulo Pimenta também desmentiu que teria contestado o atentado sofrido pelo então candidato à presidência, Jair Bolsonaro, em setembro de 2018.

“O que disse sobre a ‘fakeada‘ não era em relação à tentativa de assassinato. Referia-me às teorias de que era algo provocado pela esquerda, alguém ligado ao Psol… isso é fake news”, declarou.
Em uma rápida checagem, encontramos diversos posts de Pimenta afirmando que a facada dada por Adélio Bispo não foi real. Pelo Twiiter, o chefe da Secom citou, inclusive, a opinião de terceiros para justificar sua teoria.

ATENÇÃO: Juiz explica por que desconfia da "facada de Juiz de Fora". Luis Carlos Valois diz que o fato de Adélio Bispo de Oliveira ter sido protegido pelos seguranças de Jair Bolsonaro, como Joaquim de Carvalho demonstrou, é um forte indício da farsa.

— Paulo Pimenta (@Pimenta13Br) September 17, 2021

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