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Redação PARADOXO BR ·
Ministério da Saúde começa a aplicar vacinas bivalentes contra a covid-19, que são recomendadas até para quem já tomou várias doses
O ministério da Saúde anunciou sua nova campanha de vacinação contra a covid-19. Desta vez, serão aplicados como doses de reforço imunizadores do tipo bivalente. Segundo o governo federal, esse tipo de vacina “melhora a imunidade contra o vírus da cepa original e também contra a variante Ômicron”, além de ter um perfil “de segurança e eficácia semelhante ao das vacinas monovalentes”. A nova etapa de vacinação tem sido colocada em xeque por especialistas.
Logo após o início da campanha, o dr. Roberto Zeballos, formado pela Escola Paulista de Medicina (EPM) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) afirmou que a vacina bivalente não foi testada o suficiente para ser aplicada agora como dose de reforço, ainda mais que não há questão de urgência.
“Temos apenas o dado de anticorpos produzidos pelo estímulo dessa nova vacina”, alerta Zeballos. “Esse estudo não foi publicado em lugar algum. É apenas um comunicado da Pfizer analisado pela FDA (a Anvisa dos EUA, que liberou em caráter emergencial. É uma questão de bom senso: não tem sentido liberar essa vacina, ainda mais com tão pouco embasamento. Não sabemos sobre a segurança”, completou.
Embora tenha liberado o uso emergencial do imunizante, a própria FDA alertou para o risco de ataque cardíaco.
O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, explicou ao sistema de comunicação oficial do governo Lula a principal diferença da bivalente em relação à monovalente.
“A vacina monovalente, como o próprio nome diz, tem um tipo só do vírus que causa a covid”, aponta o dirigente. “Ela foi originalmente desenhada com aquele chamado vírus ancestral, o primeiro que apareceu na China no fim de 2019. Ent c nt tinha e usou até agora eram monovalentes, independentemente do laboratório fabricante”, afirmou Juarez Cunha.
De acordo com o calendário de vacinação do Ministério da Saúde, a vacina bivalente será aplicada somente em brasileiros que se encontram nos chamados “grupo de risco”.
São elas: pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas. Já na fase 2 entram pessoas com idade entre 60 e 69 anos. Na fase 3, gestantes e puérperas. Por fim, na fase 4, profissionais de saúde.
De acordo com o Ministério da Saúde, há no momento no Brasil dois tipos de vacinas do typo bivalente, sendo ambas produzidas pela Pfizer. Segundo o governo federal, eles já contam com o selo de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, afirma que até os pacientes completamente vacinados podem tomar a dose de reforço.
“Para quem é recomendada a bivalente? Só como reforço. Para pessoas que foram plenamente vacinadas com o esquema primário que, em geral, são duas doses ou dose única. Mesmo para aquelas que já fizeram a terceira e a quarta doses, dois reforços”, afirma.
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