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Redação PARADOXO BR ·
Ministério da Justiça se esforça para prender jogador Robinho, que não pode ser extraditado por conta da Constituição brasileira
O ministério da Justiça comandado por Flavio Dino (PSD) anunciou mais um medida que indica a tendência do órgão em defender pautas do governo, além de perseguir ‘inimigos’ do presidente Lula (PT), em especial, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Um dos indicadores dessa tendência envolve as 900 pessoas mantidas em cárcere federal Brasília, por conta dos incidentes de 8 de janeiro, sendo que a maioria dos detidos sequer invadiu ou depredou prédios do governo.
Agora, a pasta está empenhada em fazer que o jogador Robinho, ex-Santos e Seleção, cumpra aqui no Brasil a pena relativa à sua condenação por estupro, ocorrida na Itália.
Por não poder extraditá-lo, segundo manda artigo da Constituição de 1988, o Ministério da Justiça pretende transferir a execução da pena por meio do artigo 100 da Lei 13.445/2017 e do artigo 6° do Tratado Bilateral de Extradição entre Brasil e Itália.
Outro caso internacional de interesse do Ministério da Justiça envolve o jornalista Allan do Santos, que teve seu canal Terça Livre perseguido e derrubado pelo STF. Em janeiro, Flávio Dino tentou, mais uma vez, extraditar Santos, a pedido do ministro Alexandre de Moraes.
Nesta semana, Flavio Dino decidiu abrir novamente o caso que investiga o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), ocorrido em março de 2018. Segundo portaria do Ministério da Justiça, o delegado Guilhermo Catramby será o encarregado de conduzir o inquérito na competência da Polícia Federal.
Por meio de suas redes sociais, Dino justificou a retomada do caso:
“A fim de ampliar a colaboração federal com as investigações sobre a organização criminosa que perpetrou os homicídios de Marielle e Anderson, determinei a instauração de Inquérito na Polícia Federal. Estamos fazendo o máximo para ajudar a esclarecer tais crimes”,
Vale destacar que o Ministério Público do Rio de Janeiro já havia denunciado os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz como assassinos de Marielle e de Anderson, atualmente presos em regime fechado.
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