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Mais um deputado de oposição entra na mira do STF. Saiba quem pode ser denunciado

Parlamentares de direita correm risco real de perder mandatos após relatório de investigação feito pela Polícia Federal sobre 8 de janeiro

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··1 min de leitura
8 de Janeiro
8 de Janeiro — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

Mais parlamentares de direita correm o risco de perder mandatos após relatório de investigação feito pela Polícia Federal

Após Deltan Dallagnol perder sue mandato, o deputado federal André Fernandes (PL-CE) – responsável pelo abertura da CPMI do 8 de Janeiro – pode ser a próxima vítima. Isso porque a Polícia Federal emitiu um relatório ao STF, apontando que o político do Partido Liberal teria incitado “atos antidemocráticos” contra o governo Lula na fatídica invasão das sedes dos três poderes, em Brasília.

O deputado federal Tenente-Coronel Zucco também é investigado pelo mesmo motivo. Ele é presidente da CPI do MST.

Mais um parecer contra a direita: o que Alexandre de Moraes escreveu

Em despacho à Procuradoria-Geral da República, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, apontou que André Fernandes teria ” a prática de crime”.

“Ante os fatos narrados e do que foi colhido na investigação policial, tem-se que o deputado federal André Fernandes praticou a conduta insculpida no art. 286, CP – incitar, publicamente, a prática de crime, qual seja, de tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”, escreveu Moraes.

O que irá acontecer agora

A partir do despacho de Moraes, a PGR terá 15 dias para se manifestar sobre o parecer. Se o órgão ligado ao Ministério Público aceitar a denúncia, André Fernandes poderá ser processado pela Suprema Corte.

A versão do deputado André Fernandes

Antes da apuração feita pela Polícia Federal, o deputado André Fernandes declarou à imprensa sobre seu suposto envolvimento em atos contra o Estado democrático de direito.

“Se fazer uma crítica ao ativismo judicial for crime, então não existe mais democracia no Brasil. Gostaria muito de depor na CPMI do 8 de janeiro, dessa vez publicamente, à luz do dia, para que o povo brasileiro veja o quão absurdo é essa investigação”, declarou.

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Redação PARADOXO BR

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