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Governo Lula justifica “racismo” para derrubar medida de Bolsonaro

Governo Lula justifica "racismo" para derrubar medida de Bolsonaro. Ministério dos Direitos Humanos quer extinguir papel da Princesa Isabel

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··2 min de leitura
Lula ataca a monarquia brasileira
Lula ataca a monarquia brasileira — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

O governo Lula decidiu revogar mais uma prática do governo Bolsonaro – e por questões ideológicas. A partir de publicação no Diário Oficial da União, o ministério dos Direitos Humanos extinguiu na segunda-feira (2) a Ordem do Mérito Princesa Isabel, sancionada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em dezembro de 2022.

No lugar da premiação que homenageava a principal responsável pela abolição da escravatura em 13 de maio de 1888, a pasta instituiu o Prêmio Luiz Gama de Direitos Humanos, que será concedido a empresas ou indivíduos que obtenham conquistas nessa área. Em sua época, o autor, poeta e jurista Luiz Gama (1830-1882) advogou em defesa de afrodescendentes escravizados, além trabalhar como jornalista.

Governo Lula e esquerda: repetem ataques à monarquia brasileira

O ataque à monarquia brasileira é uma prática antiga de partidos da esquerda brasileira e anterior ao governo Lula. Em 13 de maio de 2019, o PSOL encabeçou um protesto contra o papel da Princesa Isabel na abolição da escravatura.

Na ocasião, a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) criticou, sem provas, o trabalho para a aprovação da Lei Áurea, que contou com grande atuação de Isabel junto ao Congresso.

“Hoje é dia de denúncia de uma abolição inconclusa e de uma abolição que não foi conquistada por nenhuma princesa”, acusou a parlamentar, sem provas. “Nós nascemos livres e nós também conquistamos com a luta de negros e negras escravizadas e escravizadas no passado colonial que não se encerrou. De um estado que traz execuções em cima de favelados, que têm cor”, ressaltou a representante da extrema-esquerda e atual aliada de Lula no governo.

Em defesa à monarca, o deputado federal – e trineto de Isabel, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) defendeu o legado da regente para a luta contra a escravidão.

“A criação do Estado que domina a história, que domina as leis e a ordem, em seguida o norte moral dado pelo cristianismo, isso foi fundamental; e, também, os ativistas abolicionistas dotados sim, de uma consciência cristã, vivendo sim em paz criada por um estado de direito Esse sim conseguiram a mobilização”, ponderou o congressista.

Em sua justificativa para extinguir a Ordem do Mérito Princesa Isabel, o ministério dos Direitos Humanos, conduzido por Silvio Almeida, conseguiu ligar racismo aos eventos de 8 de janeiro, ocorridos um ano após Bolsonaro sancionar a condecoração.

“Um país negro e racista como o Brasil possuía um prêmio de direitos humanos em homenagem à Princesa Isabel, uma mulher branca. Nesta segunda-feira (3), o governo federal, por meio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDCH), revogou a “Ordem do Mérito Princesa Isabel” – um equivocado reconhecimento em Direitos Humanos instituído pela gestão anterior em 8 de dezembro de 2022, um mês antes dos atos terroristas promovidos pelo extrema-direita brasileira”, publicou o governo Lula.

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