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Redação PARADOXO BR ·
Promessa de campanha de Lula para quem ganha até R$ 5 mil por mês, isenção do IR só poderá acontecer em 2025, segundo governo. A justificativa da ministra
Promessa de campanha de Lula para quem ganha até R$ 5 mil por mês, isenção do IR só poderá acontecer em 2025, segundo governo. A justificativa da ministra Simone Tebet foi a de “problemas no orçamento”
A promessa de Lula de reduzir a faixa de contribuintes do imposto de renda durou pouco. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB) declarou que a isenção do IR prometida pelo governo Lula para quem recebe até R$ 5 mil mensais só deve ficar para 2025.
A justificativa apresentada por Tebet é que a ampliação da faixa de isentos não foi prevista do orçamento da União para 2024, o que dificultaria a execução da medida pela Receita Federal.
“Isso pode entrar no ano que vem como pode entrar em 2025, a depender de uma outra questão que vai ser discutida com o Ministério da Fazenda até o fim do ano, logo após a aprovação da reforma tributária no Senado”, afirmou Tebet.
De acordo com a ministra, as reservas não poderiam ser aplicadas para descontar as perdas do IR, pois servirão para cumprir as metas do arcabouço fiscal do governo petista.
“Ao mesmo tempo em que a gente vai ter um espaço fiscal significativo, uma parte dele já está carimbada, e os ministérios terão que se adaptar e entender a realidade dos fatos, concluiu.
Os sinais de que a promessa não seria cumprida por Lula apareceram na recente declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Em entrevista à GloboNews, o ex-prefeito de São Paulo disse que precisaria apressar a segunda etapa da reforma tributária, que incluiria mudanças no imposto de renda.
“Do mesmo jeito que o marco fiscal e a PEC da reforma tributária andaram juntos, o Orçamento terá de andar com a segunda fase”, apontou o ministro.
“Para garantir as metas do marco fiscal, preciso que o Congresso aprecie essa segunda etapa com a peça orçamentária, que terá como pressuposto a aprovação dessas medidas pelo Congresso. Caso contrário, haverá restrição na peça orçamentária”, explicou Haddad.
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