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Redação PARADOXO BR ·
Analista desconfia da eficiência das reformas previstas pelo governo Lula, além da dificuldade em encarar problemas externos, como a recessão nos EUA
Economista desconfia da eficiência das reformas previstas pelo governo Lula, além da fragilidade do arcabouço fiscal Outro desafio preocupante, segundo a Parcitas Investimentos, seria o risco de recessão nos EUA
Mais uma empresa de investimentos se manifestou sobre a sinalização da S&P de melhora da nota de crédito do Brasil, que passou de estável para positiva nesta semana.
Segundo Marcelo Ferman, da Parcitas Investimentos, a base econômica do governo Lula e as reformas previstas não sinalizam resultados positivos a curto e médio prazo.
“É um país virtuoso, que está fazendo reformas na direção correta ou que está dando passos para trás? O arcabouço é um passo para trás, a PEC da Transição também”, afirmou o economista em entrevista ao Valor Econômico.
Marcelo Ferman destaca que a base do arcabouço fiscal apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve resolver a questão fiscal apenas em curto prazo.
“Vejo enormes desafios no arcabouço a médio e longo prazos”, aponta o especialista. “Não é uma âncora 100% efetiva, há muitas brechas para continuar tendo forte expansão de gastos. E as reduções da Selic não devem ser para níveis muito baixos”, analisa.
Além dos problemas internos, o representante da Parcitas aponta para a questão de uma eventual recessão econômica nos Estados Unidos.
“Se você está pessimista com o mundo, tem de estar alerta com o Brasil. Não vejo o Brasil sair bem se houver uma recessão vinda lá de fora. Em geral, a recessão derruba preços de commodities, o que derruba a arrecadação aqui e torna visível o tamanho do déficit estrutural.”, completou
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