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Redação PARADOXO BR ·
Diplomacia EUA e Europa repudiam declarações de Lula. Representantes norte-americanos e europeus se recusam a aceitar críticas brasileiras
Diplomacia internacional se recusa a aceitar afirmação de EUA e Ucrânia teriam culpa no conflito com a Rússia
Os ecos da declaração do ‘presidente’ Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegaram nesta segunda-feira (17) à Casa Branca.
Após uma série de ataques, que começou com depoimentos contra o dólar, o governo norte-americano decidiu responder às acusações do chefe de estado brasileiro sobre a postura dos Estados Unidos sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Segundo o porta-voz de Segurança Nacional do governo Biden, John Kirby, “Lula está agindo como um ventríloquo da propaganda russa e chinesa”, com seus comentários equivocados.
Como o Paradoxo BR mostrou, o petista afirmou que os EUA estariam incentivando o conflito no leste europeu, ao ceder armamentos para os ucranianos se defenderem da invasão iniciada em 24 de fevereiro de 2022.
Os comentários de Kirby sucederam a análise feita para o porta-voz das relações exteriores da União Europeia, Peter Stano. Segundo o diplomata, a Rússia seria a única responsável pela guerra, contrariando a declaração do presidente brasileiro.
‘Os Estados Unidos e a União Europeia trabalham juntos, como parceiros. Estamos ajudando a Ucrânia em exercícios de legítima defesa”, declarou o dirigente europeu.
Em sua declaração Peter Starno recordou o voto do Brasil em março de 2022, quando o governo de Jair Bolsonaro votou an Assembleia Geral da ONU contra a invasão russa.
“Não é verdade que os EUA e os europeus estão ajudando a prolongar o conflito. Nós oferecemos inúmeras possibilidades à Rússia para um acordo civilizado”, concluiu o diplomata.
A resposta do Brasil
O ministro das Relações Exteriores do governo Lula, Mauro Vieira, discordou das declarações do representante da Casa Branca sobre a postura de Lula sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Questionado, Vieira demonstrou estar inabalado pelas críticas internacionais.
“Não sei como ou por que ele (Kirby) chegou a essa conclusão, mas não concordo de forma alguma.”, disse o chanceler.
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