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Redação PARADOXO BR ·
Gayer apresentou denúncia contra G. Dias nesta terça-feira (1º), após depoimento de ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência à CPMI do 8 de Janeiro
Gayer apresentou denúncia contra G. Dias nesta terça-feira (1º), após depoimento de ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência à CPMI do 8 de Janeiro
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) acaba de entrar nesta terça-feira (1º) com uma queixa-crime contra o general da reserva do Exército, Gonçalves Dias. A “sombra do Lula”, como é conhecido o militar, era o responsável pela chefia do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República em 8 de janeiro.

De acordo com Gustavo Gayer, a base da denúncia será o depoimento do ex-diretor da Agência Brasileira de Independência (Abin), Saulo Moura da Cunha. Segundo Cunha, Gonçalves Dias solicitou a ele a retirada de seu nome de um relatório da Abin.
“Fiz os dois relatórios. Primeiro, fiz uma planilha que continha os alertas enviados pela Abin ao grupo de mensagem e todos os alertas que encaminhei do meu celular pessoal ao ministro G. Dias”, declarou Saulo Moura da Cunha.
“Entreguei essa planilha ao ministro (G. Dias) e ele pediu que tirasse o nome dele do documento, pois ele não era o destinatário oficial daquelas mensagens. Obedeci à ordem dele. Temos o artigo 9° A da Abin que prevê que o ministro é quem decide quais informações serão enviadas.”, explicou.
Ainda em seu depoimento, o ex-diretor da Abin confirmou ter produzido pelo menos 33 alertas de inteligência entre os dias 2 e 8 de janeiro, apontando que as sedes dos Três Poderes corriam risco de serem invadidas.
Como o Paradoxo BR mostrou, a informação de que G. Dias teria adulterado documentos de inteligência para seu próprio benefício já havia sido apresentada à CPMI do 8 de Janeiro em 31 de maio pela Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional. Apesar da denúncia, o ex-ministro de Lula permanece solto desde então.
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