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CPMI do Crime Organizado ganha adesão no Congresso

CPMI do Crime Organizado ganha adesão no Congresso Nacional. Proposta foi apresentada por deputado do PL na Câmara

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··2 min de leitura
CPMI do Crime
CPMI do Crime — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

CPMI do crime organizado no radar da Câmara. Após o ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB-MA), afirmar que Jair Bolsonaro (PL-RJ) não investigou o PCC em seu mandato, O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) solicitou a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as recentes ações do Primeiro Comando da Capital (PCC), como o plano de sequestro do senador Sérgio Moro (União-PR).

Para ser lida e instaurada no Congresso, o documento precisará de 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.

Após participar da audiência na Comissão de Constituição Justiça e Cidadania da Câmara, do deputado Coronel Meira explicou um dos temas centrais a serem investigados pela CPMI, caso conquiste o número necessário de adesões.

“O ministro da Justiça, Flávio Dino, não posicionou claramente para o povo brasileiro sobre quais são as medidas tomadas no caso”, apontou Meira. “O que a gente viu foi o presidente debochar de uma situação seríssima, um homicídio, tanto do senador, como de sua família e de outras pessoas, e vir dizer que foi uma armação”, criticou o parlamentar.

O deputado ainda explicou que já existe um frente mista preparada para iniciar as investigações sobre as ações do crime organizado, que incluem o PCC e os ataques de gangues nas cidades do Rio Grande do Norte.

“De imediato criamos a Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção, onde conseguimos em um mês todas as assinaturas”, revelou o deputado.
“Com a decorrência dos últimos fatos no Rio Grande do Norte, Ceará, na questão dos presídios, São Paulo – que está em uma situação séria – (…) tivemos reunião e entramos com uma CPMI (do crime organizado), composta por deputados federais e senadores”, justificou.

“O crime organizado está acabando com o Brasil. Hoje, não tem nenhum Estado que esteja livre do crime organizado”, conclui o parlamentar cearense à Jovem Pan.

CPMI do crime: Flávio Dino acusou Bolsonaro de omissão sobre PCC

Como o Paradoxo BR mostrou, o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou durante participação de audiência na CCJ que o principal responsável pela falta de investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC) foi o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Bolsonaro era o presidente em 2019, em 2020, em 2021…e ele nada fez. Por isso, peço moderação (sobre a acusação). O sr. deputado, por exemplo, é investigado no STF. Ser investigado não é ser culpado”, afirmou Dino, rebatendo o questionamento de parlamentares de oposição sobre uma possível relação do PCC com o PT.

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Foto de Redação PARADOXO BR

Redação PARADOXO BR

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