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Economia

“Campos Neto tem feito um trabalho notável”, afirma Goldman Sachs

Campos Neto - um dos alvos preferidos do governo Lula - foi considerado um dos principais responsáveis pela sustentabilidade econômica do Brasil. Segundo

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Campos Neto
Campos Neto — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

Campos Neto – um dos alvos preferidos do governo Lula – foi considerado um dos principais responsáveis pela sustentabilidade econômica do Brasil. Segundo representante da Goldman Sachs, o presidente do BC permitiu um “pouso suave” ao país

Apesar dos constantes ataques e difamações sofridas pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, um dos principais players do mercado financeiro mundial, o Goldman Sachs, afirma que o BC tem proporcionado à economia brasileira um “pouso suave”, em meio à forte recessão que atingiu o mundo pós-pandemia.

Segundo o diretor de pesquisa macroeconômica para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, o BC tem feito o que a maioria dos demais países tentou mas não conseguiu nos últimos dois anos.

“Acho que tem feito um trabalho notável”, afirmou Ramos ao jornal Valor Econômico.

“Inflação alta afeta mais os pobres do que nível dos juros”

O dirigente ainda destacou que a taxa Selic poderia ter atingido níveis ainda maiores, caso o Banco Central brasileiro quisesse atingir a meta inflacionária ate o fim de 2023.

“Se a autoridade quisesse colocar a inflação na meta no fim deste ano na marra, teria de ter dado um arrocho de juros acima de 20%”, analisou Alberto Ramos.

“Nas críticas ao BC, me estranha uma coisa: até parece que a inflação é apenas um número e não tem custo”, ponderou. Alberto Ramos destacou ainda que, caso os juros baixassem e a inflação saísse fora do controle, os mais pobres seriam os mais prejudicados.

“A inflação alta afeta muito mais as famílias mais pobres do que o nível de juros”, comparou.

Campos Neto: vítimas de ataques às instituições democráticas

Como o Paradoxo BR mostrou, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tem sido vítima de ataques há mais de seis meses. Desde que Lula assumiu o Planalto, o dirigente tem sido chamado de “rentista”, “bolsonarista” e “agente a serviço do mercado financeiro”.

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