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Brasil se aproxima ainda mais da China com acordo polêmico

Brasil se aproxima ainda mais da China com novo acordo financeiro. Intenção é substituir dólar por yuan nas transações comerciais.

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··1 min de leitura
Brasil China
Brasil China — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

Brasil cada vez mais próximo da China. Sem alarde, o governo brasileiro fechou uma parceria com o governo de Xi Jinping para que as operações comerciais entre as nações usem como padrão o Yuan – a moeda digital de transações internacionais chinesa. Essas operações, segundo o comunicado, deverão ser executadas por meio do Banco Bocom BBM e o China Interbank Payment System (CIPS).

A intenção principal dessa mudança, de acordo com as partes envolvidas, será a perder a dependência do dólar de forma gradativa. Atualmente, a China é o principal importador de commodities, como minério de ferro, carne, soja, açúcar e celulose

Na visão da secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, a medida reduzirá os custos entre os negócios feitos entre Brasil e China.

“A maior previ ilidade das taxas de câmbio é muito importante para investidores e comerciantes. Os impostos sobre transações de câmbio são um dos pontos mais questionáveis palos parceiros chineses”, destacou Rosi durante o Fórum de Negócios Brasil-Chine”, realizado na semana passada, em Beijing.

Brasil e China: Yuan ultrapassa o Euro nas reservas

Segundo o Banco Central Brasileiro, o Yuan chinês ultrapassou o Euro no quesito das reservas de moeda estrangeira. O relatório divulgado pelo BC mostrou que a moeda de transações comerciais da China representa hoje 5,37%, enquanto o Euro tem 4,74% do total. O Dólar americano ainda lidera com folga nesse quesito, com 80,42% das reservas de câmbio.

O crescimento da influência chinesa nos mecanismos financeiros e comerciais do Brasil deve ainda contar com mais um passo considerado polêmico por diplomatas e economistas. A entrada do Brasil na chamada “Rota da Seda”. O projeto arquitetado pelo gigante oriental visa alavancar ainda mais a influência de Xi Jinping no exterior, injetando capital para ampliar a infraestrutura de nações estrangeiras.

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