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Redação PARADOXO BR ·
Brasil volta a criticar Israel sob o comando de um governo petista. No passado, Lula e Dilma já se mostraram contra os judeus
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece estar disposto a retroceder no relacionamento diplomático Brasil-Israel, que voltou a ser reconstruído nos quatro anos da administração de Jair Bolsonaro
No passado, Lula e Dilma usaram seus mandatos para diminuir as ligações com os israelenses e se aproximar da Palestina. A prática voltou a acontecer no mais recente comunicado do ministério das Relações Exteriores, que condenou decisão dos judeus de legalizar 9 assentamentos em Jerusalém Oriental.
Em nota oficial assinada pelo Itamaraty em parceria com os governos de esquerda do México, Chile e Argentina, o Brasil se manifestou dizendo que “nossos governos expressam oposição a qualquer ação que comprometa a viabilidade da solução de dois Estados, na qual Israel e Palestina possam compartilhar fronteiras seguras e reconhecidas internacionalmente, respeitando as legítimas aspirações de ambos os povos de viver em paz”, diz o comunicado”.
Os atritos com Israel, promovidos por governos de esquerda no comando do Brasil são antigos. O pior momento registrado em anos recentes ocorreu durante o final do primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT), quando o Brasil chegou a ser chamado de “anão diplomático” pela diplomacia israelense.
O incidente aconteceu em julho de 2014, ano de Copa do Mundo. Na época, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Yigal Palmor, disse ao jornal The Jerusalem Post que a postura brasileira de condenar as ações de Israel na faixa de Gaza “não refletia o nível de relação entre os países e ignora o direito de Israel defender-se”. Ainda, na matéria, Palmor declarou que o pronunciamento do governo petista “era uma demonstração lamentável de como o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático”.
Outro momento desagradável nas relações entre os países aconteceu pouco tempo antes do impeachment de Dilma. Em setembro de 2015, o Itamaraty simplesmente rejeitou a indicação de Dani Dayan como embaixador de Israel no Brasil. Um dos motivos teria sido a posição de Dayan em relação ao assentamentos de judeus na Cisjordânia, região palestina.
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