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Redação PARADOXO BR ·
Bolsonaro disse à analista política Bárbara Destefani que as prisões de Mauro Cid e outros assessores teriam objetivo de forçar delações premiadas e
Bolsonaro disse à analista política Bárbara Destefani que as prisões de Mauro Cid e outros assessores teriam objetivo de forçar delações premiadas e atingi-lo. Ação já foi condenada pela Suprema Corte, principalmente pelo ministro Gilmar Mendes
Em rara declaração sobre seu ajudante de ordens, o Tenente-Coronel do Exército, Mauro Cid, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou em podcast transmitido no domingo (13) pelo canal Te Atualizei, de Bárbara Destefani, que a prisão do militar de outros ex-assessores teriam apenas um objetivo: obrigá-lo a fazer uma colaboração premiada nos moldes da Lava Jato e usar as informações contra ele.
“Se fossem culpados… podem até ser, não sei, não seria passível dessa (prisão) preventiva que estão sofrendo agora. O objetivo é sempre aquela história de uma delação premiada. Vai delatar o quê? E a outra é me atingir”, analisou.
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A afirmação de Bolsonaro corrobora com outra reclamação feita em 2019 pelo decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Durante sessão no plenário, Mendes comparou as ações da Operação Lava Jato à prática de tortura e ainda atacou o ex-juiz federal e atual senador Sergio Moro.
Em sua declaração, Gilmar Mendes usou como prova as matérias do jornal The Intercept, que obteve as supostas provas de forma ilegal por meio da invasão de celulares por hackers.
“Hoje se sabe, de maneira muito clara, e o Intercept está aí para confirmar e nunca foi desmentido, que usava-se a prisão provisória como elemento de tortura. E quem defende tortura não pode ter assento na Corte Constitucional”, acusou.
Gilmar Mendes ainda afirmou que Sergio Moro, à época responsável por julgar os processos do Petrolão na 13ª Vara Federal de Curitiba, teria usurpado competências do Ministério Público Federal e comprometido todo o processo legal.
“Não parece haver dúvida de que o [então] juiz Moro era o verdadeiro chefe da força-tarefa de Curitiba. Em diversos momentos, o magistrado direcionou a produção probatória nas ações penais e aconselhou a acusação, inclusive, indicando testemunhas e sugerindo a juntada de provas documentais. Quem acha que isso é normal, certamente não está lendo a Constituição e o nosso Código de Processo Penal”, finalizou.
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