Irmãos Batista são absolvidos e podem voltar à direção da JBS em 2024
Redação PARADOXO BR ·
Blogs como Brasil 247, DCM e O Cafezinho voltaram a folha de pagamento do governo federal. Em 2016, o presidente interino Michel Temer decidiu cortar o
Blogs como Brasil 247, DCM e O Cafezinho voltaram a folha de pagamento do governo federal. Em 2016, o presidente interino Michel Temer decidiu cortar o financiamento de veículos que atuavam exclusivamente na promoção dos governos petistas
A Secretaria de Comunicação Social do governo Lula voltou a financiar blogs militantes bancados por governos petistas até 2016. Segundo informações obtidas pela Folha de S. Paulo nesta terça-feira (25) junto à Secom do ministro Paulo Pimenta (PT-RS), somente o Brasil 247 recebeu R$ 59,9 mil entre janeiro e junho deste ano.
Outro blog com viés ideológico de esquerda que recebeu verba custeada pelo pagador de impostos foi o Diário do Centro do Mundo, totalizando R$ 46,2 mil no mesmo período. Já o site O Cafezinho, de menor alcance, mas com tendência política semelhante, obteve R$ 4,9 mil.
Em junho de 2016, o presidente interino Michel Temer (MDB) decidiu suspender o repasse de recursos destinados aos blogs militantes petistas. No total, foram economizados R$ 11 milhões, sendo que R$ 2,1 seriam servidos ao Brasil 247 até o final do mandato da presidente deposta, Dilma Rousseff (PT).
Outros veículos afetados pelo corte foram:
GGN, de Luís Nassif, Conversa Afiada (Paulo Henrique Amorim, Carta Maior (Mino Carta), Diário do Centro do Mundo, O Cafezinho, Opera Mundi, Pragmatismo Político, Revista Fórum, Sul 21, Viamundo, Carta Capital (Mino Carta), Emael Moraes e Sidney Rezende.
Todos os blogs excluídos da folha de pagamento por Temer recebiam recursos públicos por meio do orçamento de estatais com o compromisso de falar bem das administrações petistas. Na gestão de Jair Bolsonaro (PL) os cortes para os sites foram mantidos e a verba publicitária para a mídia foi cortada.

A prática de financiar veículos com dinheiro público voltou à pauta do dia, trazendo consigo a lembrança dos inquéritos das Fake News e Milícias Digitais abertos pelo Supremo Tribunal Federal em 2019, a partir da censura da matéria da revista Crusoé “O Amigo do amigo do meu pai“, que relatava supostas ligações do ministro do STF, Dias Toffoli com Lula e Emilio Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato.
Ao contrário dos blogs de esquerda, influenciadores e jornalistas que apoiavam abertamente o governo de Jair Bolsonaro acabaram criminalizados, mesmo sem nenhuma comprovação de receberem financiamentos federais (prática, aliás, não entendida como crime no Código de Processo Penal).
Um dos casos mais emblemáticos envolveu o jornalista Allan dos Santos, atualmente em exílio nos Estados Unidos. O dono do Terça Livre (extinto por ordem do STF) foi acusado de receber recursos públicos de forma ilegal.
Em outubro de 2021, o site Tecnoblog noticiou a intimação do STF, exigindo que o Google fornecesse dados de quem doou recursos por meio de super chats na programação do Terça Livre.
“Antes ordenar a prisão do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos na tarde de quinta-feira (21), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, fez uma série de exigências aos sites usados pelo apoiador do presidente como fonte de receita. A determinação de Moraes é de que o Google Brasil envie uma lista das lives feitas pelo canal Terça Livre no YouTube com dados dos principais doadores, como IP e informações de cadastro”.
Ao contrário de Allan do Santos, um dos principais blogs petistas entrou na mira da justiça por fatos supostamente irregulares. Em 2015, Leonardo Attuch, do Brasil 247, foi intimado pela Polícia Federal a depor sobre R$ 120 mil que ele teria recebido do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
A operação foi revelada por Milton Pascovitch, durante a 17ª fase da Lava Jato. A PGR chegou a pedir a prisão do editor do Brasil 247, mas acabou negada por Sergio Moro, então juiz titular da 13ª Vara de Curitiba.
Como o Paradoxo BR mostrou, além dos blogs mencionados nesta reportagem, os principais canais de TV aberta voltaram a receber dinheiro do brasileiro na gestão Lula II. A rede Globo aparece como maior beneficiada da Secom, com cerca de R$ 55 milhões de verba publicitária.
Redação PARADOXO BR ·
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