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Redação PARADOXO BR ·
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, minimiza críticas e ataques feitos por Lula e aliados petistas aos juros
Banco Central sob ataque. O presidente da instituição, Roberto Campos Neto, tem sido um dos nomes mais mencionados pela mídia nos últimos dias, depois que o presidente Lula (PT) debochou e sua posição como comandante do banco, o chamando, inclusive, como “esse sujeito”.
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Nesta semana, Campos Neto voltou à cena, desta vez como entrevistado do programa Roda Viva, exibido pela TV Cultura, onde fez questão de ressaltar que não deverá ter qualquer mudança nas metas de inflação estipuladas pelo BACEN para 2024 e 2025 em 3%. Já para este ano, o limite estabelecido está em 3,25%, o que parece extremamente complicado de ser atingido por conta da atual política do governo federal.
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Desde que assumiu a presidência em janeiro, Lula tem atacado quase diariamente Roberto Campos Neto e a política de juros do Banco Central, que tem mantido a taxa Selic em 13,75 pontos percentuais para conter a inflação – uma herança dos lockdowns da pandemia.
Além de Lula, os deputados petistas Gleisi Hoffmann e Zeca Dirceu também têm declarado que Campos Neto seria um “homem de Bolsonaro”, e que deveria sair do comando da instituição.
Em sua participação no Roda Viva, Campos Neto minimizou os ataques, dizendo concordar que os juros básicos da economia estão altos, apontando que o debate entre as partes é algo penitente em uma democracia.
“Esse debate dos juros é importante. Eu vou explicar quantas vezes for necessário. Os juros são altos, e essa é uma questão legítima para a sociedade”, ratificou.
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