Agricultores gaúchos começam a contabilizar perdas causadas pelas inundações
Redação PARADOXO BR ·
Argentina deve encerrar 2023 com inflação alta e desemprego. Acordo anunciado pelo governo do presidente Alberto Fernández prevê novos impostos e controle da
Argentina deve encerrar 2023 com inflação alta e desemprego. Acordo anunciado pelo governo do presidente Alberto Fernández prevê novos impostos e controle da saída de dólares do país
Em passagem pela Argentina em janeiro, no início de seu terceiro mandato, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o país do companheiro Alberto Fernández terminou o ano de 2022 com uma situação “invejável”. O cenário econômico argentino, entretanto, é exatamente o contrário – e pior – seis meses depois.
Segundo analistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Argentina sofrerá um processo de forte recessão (desaceleração econômica e desemprego) até o final do ano, encerrando 2023 com PIB (produto interno bruto) negativo de 2,5%.
Já a inflação deve continuar disparando, com previsão do indicador anual de 120%. No prognóstico anterior divulgado em abril, os técnicos do FMI calculavam que a Argentina terminaria com 88% de inflação neste ano.
Em seu relatório, o fundo ainda alertou para que o governo de Alberto Fernández tome uma série de medidas para reduzir a dívida pública e melhorar o ambiente de negócios.
No último domingo (23), FMI e Argentina anunciaram um novo acordo para renegociar os débitos do país. Entre as reformas prometidas pelo ministro da economia, Sergio Massa, destaque para o controle da cotação do dólar para evitar a evasão da moeda norte-americana. Com a medida, a compra de bens no exterior começará a ser feita com uma cotação fixa de 350 pesos por 1 dólar (o equivalente a R$ 6).
Além disso, foi anunciada uma sobretaxa de 30% para as importações, batizada como PAIS – imposto Para uma Argentina Inclusiva e Solidária.
“O referido acordo visa consolidar a ordem fiscal e fortalecer as reservas, reconhecendo o forte impacto da seca, os prejuízos às exportações e às receitas fiscais do país.”, afirmou o ministro Sergio Massa.
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