Apagão moral, apagão jurídico, apagão de tudo
O brasileiro tem precisado cada vez mais de luz e energia para se acostumar com todo tipo de apagão. Com medo de reclamar - e saboreando o melhor do
O brasileiro tem precisado cada vez mais de luz e energia para se acostumar com todo tipo de apagão. Com medo de reclamar – e saboreando o melhor do estelionato eleitoral – o cidadão precisa agora enfrentar a escuridão moral, econômica – e a real falta de luz
Rufar de tambores (imagine o som)
Seguem agora as perguntas que valem um milhão! (superfaturado)
– Com quase oito meses de governo Lula, o que podemos enxergar de forma clara e efetiva em termos de mudanças?
– E qual ação já começa a surtir efeito e quais as perspectivas que podemos ter dentro desse cenário?
Inicialmente, queria lembrar que, durante a campanha presidencial de 2022, não vimos nenhum debate sobre propostas. Toda a campanha foi realizada em cima de acusações.
O destino do país não foi tratado com o zelo necessário para que os eleitores tivessem uma prévia do que seria o ¨próximo governo”.
De um lado – o direito e conservador – tínhamos um presidente que buscava equalizar as contas públicas com a diminuição da máquina e dos impostos. Pelo menos era o que demonstrava a gestão de Paulo Guedes, o posto Ipiranga de Bolsonaro.
Do lado esquerdo do ringue, tínhamos um ex-presidente, ex-condenado e candidato que falava que o governo deveria investir mais, apontava o ¨sucesso¨ de seus últimos mandatos como exemplo e não deixava claro de onde viriam os recursos para esses ¨investimentos¨.
Discurso ultrapassado e sem sustentação.
Apagão depois das eleições
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Passadas as eleições, o candidato da oposição “vence” a disputa e coloca à frente do Ministério da Fazenda seu fiel e leal militante, mais conhecido como poste, Fernando Haddad.
Diferentemente do governo anterior (onde se colocavam técnicos nos gabinetes), o atual presidente preferiu colocar seus aliados políticos. Tal atitude pode até ser interpretada como algo positivo, quando falamos de fidelidade.
Mas, no mundo real, a pauta que envolve um dos temas mais sensíveis do nosso país – a economia – não poderia ser tratada por alguém que estudou apenas dois meses da matéria.
Aliás, na verdade, sequer poderia ser um estagiário.
Além de não ter um “posto Ipiranga para chamar de seu ̈ e prezar pelas políticas populistas e ataque ao agronegócio – o atual governo demora a agir. Pior. Quando age, permanece focado em desconstruir a gestão anterior – com evidente motivação de vingança.
Aprendi na vida que o que está dando certo não deve ser mexido. Pelo contrário. Deve ser copiado e até melhorado.
Lógico que não vivíamos num país das mil maravilhas, mas era visível o crescimento e sensível melhora em vários setores de um país que viveu décadas sob a sombra do monstro da inflação. Isso não se recupera tão facilmente, inclusive, após ter sobrevivido à pandemia, que quebrou mais de meio mundo.
(…)
Apagão fiscal
Passado o período de readaptação, é verdade, o governo tentou mostrar serviço ao aprovar a toque de caixa uma reforma fiscal ainda indefinida. Sem qualquer planejamento, também aplicou uma redução nos preços dos automóveis (um fiasco), além de alterar a política de preços dos combustíveis (mais um fiasco).
Some todos esses projetos que já nasceram fracassados aos problemas internos e acordos políticos não honrados em virtude da falta de um carguinho a mais no governo para acomodar todos os aliados – inclusive, os de última hora.
Ainda temos a insegurança jurídica antológica, que leva à desaceleração da economia e provoca um aumento da carga tributária Tudo isso, no intuito de fechar as contas do governo, que ainda não pode emitir dinheiro.
Não podemos esquecer que o aumento de imposto gera crise. E a crise, por sua vez, gera o aumento de imposto.
Sim. Quando não existe planejamento e temos um estado pesado e ineficiente, isso é inevitável.
Há países que possuem uma alta carga tributária, mas a sociedade usufrui de saúde, educação, segurança e tudo o que é essencial.
Aqui no Brasil não temos isso. A máquina consome mais de 80% do que arrecada apenas para existir. Ou seja: ela só serve para ela mesma. É uma característica de governos de esquerda. Esse modelo com estado inchado tem se mostrado um enorme fracasso principalmente na América Latina.
Argentina e Venezuela são os casos mais conhecidos. Eles amargam crises profundas. São governos populistas que vendem a imagem de potencial diminuição das diferenças sociais, mas estão destruindo seus países.
De fato, é preciso dizer que eles reduziram a diferença social. Agora, argentinos e venezuelanos vivem em uma “miséria igualitária”. E esse aumento da pobreza – triste realidade – pode ser irreversível a médio prazo.
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Apagão de tudo
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Por último, mas não menos importante, tivemos nesta semana um apagão em quase todo o país, cujas causas ainda estão sendo investigadas.
Esse tipo de problema que já aconteceu várias vezes nos últimos anos, volta a preocupar os brasileiros. O blackout significou, acima de tudo, bilhões de reais em prejuízos para as empresas e seus colaboradores.
E como se já não bastasse a crise que estamos enfrentando, tem agora mais essa: apagão de energia, que acontece depois do apagão constitucional, do apagão moral, do apagão democrático, do apagão da liberdade de expressão, do apagão do jornalismo sério, do apagão do desenvolvimento econômico e do apagão da gestão etc.
Agora se prepare: teremos que conviver no escuro – literalmente



