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Redação PARADOXO BR ·
Anderson Torres decide quebrar o silêncio em depoimento à Polícia Federal. Defesa afirma que ex-ministro não quis ficar em silêncio
Anderson Torres cooperou com as autoridades sobre as investigações de suspeita de interferência no segundo turno das eleições 2022
O preso político, Anderson Torres, deixou nesta segunda-feira (8) sua cela no batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal para depor na sede da Polícia Federal. Ele foi convocado a dar explicações sobre uma possível interferência do governo Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. Torres é suspeito de ter acionado a Polícia Rodoviária Federal para atrasar ou evitar que supostos eleitores do ‘presidente’ Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegassem em tempo em suas sessões de votação.
De acordo com a defesa do ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Torres abriu mão de seu direito constitucional ao silêncio e respondeu aos questionamentos formulados pelas autoridade. Sua defesa ainda complementou que Anderson Torres “mantém a postura de cooperar com as investigações, uma vez que é o principal interessado no rápido esclarecimento dos fatos e acredita que a verdade prevalecerá.”
Senador do PSDB visitou recentemente Torres na prisão
O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) afirmou em entrevista à Jovem Pan, que Anderson Torres está “abatido e “revoltado”. Lucas foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal a visitar o ex-ministro.
“Já vai para 112 dias e sem perspectivas, sem saber o que vai acontecer”, relembrou o senador.
“Ele é advogado e tem o senso de justiça. Ele fica revoltado, óbvio, porque qual o risco que ele corre neste momento da investigação? Nenhuma. Coloca tornozeleira, prisão domiciliar, mas ele não pode ficar aqui a vida toda sem saber o que vai acontecer”, concluiu o congressista.
Como o Paradoxo BR mostrou em entrevista exclusiva, especialistas acreditam que Anderson Torres continua preso para forçar alguma confissão que comprometa o governo Bolsonaro.
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