Alexandre de Moraes, Lula e o antigo sonho de censurar adversários
Alexandre de Moraes, Lula e o antigo sonho de censurar adversários. Ministro está em sintonia com 'presidente' para aplicar censura
Alexandre de Moraes tem um plano para o Brasil. Lula concorda
A entrada em grande estilo pelos corredores do Congresso, proporcionada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, na terça-feira (25), não foi exatamente uma surpresa. Sua intenção de interferir na PL da Censura com “sugestões” é desejo antigo do magistrado.
Como presidente do Tribunal Superior Eleitoral – cargo que o magistrado ainda ocupa – Moraes e os membros da corregedoria atuaram com rigor durante as eleições de 2022, principalmente a favor das solicitações feitas pelo PT contra o adversário Jair Bolsonaro (PL).
Somente no primeiro turno, o TSE suspendeu 37 ações e propagandas eleitorais de Bolsonaro, contra apenas 6 de Lula.
Até mesmo imagens editadas do então presidente da República simulando a sugestão de seu primero ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que só aconselhava a procura de um médico “somente se os pacientes com covid-19 ficassem com falta de ar” permaneceram durante toda a campanha petista.
No dia 11 de novembro de 2022, logo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais, Alexandre de Moraes se reuniu com recém-eleito ‘presidente’ para discutir futuros projetos para seu mandato.
Entre as sugestões entregues por Moraes estavam medidas que o Executivo pudesse aplicar no “combate à desinformação”.
O acordo entre Moraes e Lula, segundo fontes junto ao Planalto, foi totalmente amigável, e corroborou com repetidas falas do ministro sobre medidas a serem tomadas contra “fake news”.
Nas sessões de julgamento do plenário, o presidente do TSE já alertava, “para o aumento da disseminação das notícias falsas na campanha eleitoral para presidente”. Por conta disso, Moraes afirmou ser necessário coibir o alto crescimento das fake news na internet e nas redes sociais contra os candidatos.
Alexandre de Moraes: “as redes sociais não podem ter política de avestruz”
Como o Paradoxo BR mostrou, o ministro Alexandre de Moraes se mostrou um voraz crítico contra o papel de provedores e redes sociais durante sua participação em um fórum organizado pela FGV e Rede Globo em março.
No seminário organizado no Rio de Janeiro, Moraes afirmou – sem apresentar provas – que as redes sociais foram “instrumentalizadas” na invasão às sedes dos três poderes, em Brasília, no 8 de Janeiro.
“As redes, as big techs, não podem mais fazer a política do avestruz”, acusou o ministro. “Não podem mais esconder a cabeça embaixo da terra e falar: ‘Não temos nada a ver com isso’.
“O que não é verdade, mas vamos dar o benefício da dúvida: se até 8 de janeiro elas não sabiam que estavam sendo instrumentalizadas, depois de 8 de janeiro é impossível falar em não instrumentalização”.
Alexandre de Moraes acusou as redes sociais de serem hoje “terra de ninguém”, criticando usuários anônimos..
“O que você não pode fazer na vida real você não pode fazer escondido covardemente nas redes sociais”, ratificou.
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Redação PARADOXO BR ·



