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Alexandre de Moraes escolhe o dia 22 para decidir se Bolsonaro-22 ficará inelegível pelos próximos 8 anos

TSE irá definir destino político de Bolsonaro nos próximos anos em 22 de junho. Escolha da data não aparenta ser mera coincidência

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··2 min de leitura
Eleições
Eleições — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

Alexandre de Moraes define 22/6 como data de julgamento do ex-presidente que concorreu à reeleição com o número 22. Seria apenas coincidência? O Paradoxo BR analisa a decisão do TSE

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes definiu o dia 22 do mês de junho para julgar o candidato número 22 à presidência da república disputada em 2022. Os números até podem parecer coincidência, mas irão definir se Jair Bolsonaro ficará inelegível pelos próximos oito anos. A ação de Inelegibilidade foi movida pelo PDT.

Caso o TSE aceita a denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), a pena do ex-presidente será maior do que a do impeachment sofrido por Dilma Rousseff em 2016. Na ocasião, a petista perdeu o mandato mas ficou habilitada a concorrer ao cargo de senadora por Minas Gerais em 2018.

Alexandre de Moraes deve acatar parecer do MPE

Em abril, o MPE apontou que a decisão do então presidente Jair Bolsonaro de reunir embaixadores de diversos países para expor supostos problemas do processo eleitoral brasileiro em julho de 2022 “afetaria a confiança de parte da população nas urnas eletrônicas”.

De acordo com o órgão, a palestra de Bolsonaro configuraria abuso de poder político e de autoridade, justificando sua Inelegibilidade. A tese será apreciada pela corte presidida por Alexandre de Moraes em 22 de junho.

TSE: histórico de tendências contra Bolsonaro

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Dentro do Partido Liberal e na visão de grande parte da opinião pública, Jair Bolsonaro deve perder o direito de concorrer a qualquer cargo pelos próximos 8 anos. Isso porque o Tribunal Superior Eleitoral se mostrou favorável a barrar quase todas as ações de campanha Bolsonaro em 2022, aceitando as reclamações de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados.

Os dados variam. Porém, sempre estão do lado do petista. Em 18 de outubro (12 dias antes do primeiro turno), o TSE havia decidido 72 vezes a favor de Lula contra “fake news”. Entre essas notícias consideradas “falsas” destaque para ligações de Lula com o caso Celso Daniel e ligação de Lula com os ditadores Daniel Ortega (Nicarágua) e Nicolás Maduro (Venezuela).

O TSE, na ocasião, acatou as alegações da defesa do petista, formada por Eugênio Aragão e Cristiano Zanin – este último, viria a ser indicado por Lula ao STF.

“Missão dada é missão cumprida”

Já na cerimônia de diplomação presidencial em 12 de dezembro de 2022, o corregedor do TSE, ministro Benedito Gonçalves (nomeado em 2006 por Lula), encerrou os trabalhos com a polêmica frase dirigida a Alexandre de Moraes, após abraça-lo: “Missão dada, é missão cumprida”. A fala de Gonçalves foi captada pelo microfone do tribunal.

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