sexta-feira, 6 de novembro de 2026SobreYouTube
Guerra Cultural

Ação movida por ativistas LGBT quer mudar novo documento de identidade

Ação movida por grupos LGBT quer mudar novo documento de identidade. PT já iniciou discussões para alterar o novo RG

Foto de Redação PARADOXO BRPor Redação PARADOXO BR··1 min de leitura
Carteira
Carteira — Imagem recuperada do acervo do site original (Wayback Machine).

Uma ação conjunta movida por grupos militantes LGBT – e que já conta com adesão do governo Lula – quer mudar o formato do CIN – a nova versão da carteira de identidade propostas em 2022, durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), para substituir o antigo RG. As entidades questionam a inclusão obrigatória do campo “sexo” e do nome de registro antes do item “nome social”.

Em entrevista à CNN, a ativista Keila Simpson defendeu as alterações por “constrangerem as pessoas trans”.

“O que a gente defende é que, se há a menção, que seja a de gênero, e não sexo”, apontou Simpson. “Por que ter dois nomes na carteira de identidade se todo mundo tem um nome só? Colocar dois nomes, um masculino e um feminino, é um constrangimento para quem vai usar um documento oficial”, afirmou a ativista.

Ação leva governo Lula a montar grupo especial para discutir mudanças

No ano passado, o Ministério Público Federal chegou a emitir uma espécie de “nota de repúdio” sobre as alterações no novo documento. Segundo o MPF, a inclusão do nome de registro antes do nome social, além do campo “sexo”, implica “exposição vexatória e inegável constrangimento”, principalmente para pessoas trans.

“A discriminação e inquirição que expõe essa parcela da população às diversas violências, humilhações e tratamentos degradantes, violam o direito à autodeterminação identitária dessas pessoas”, apontou a nota do MPF.

Na esteira das inúmeras alterações já promovidas em programas do governo anterior, a gestão do ‘presidente’ Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já começou a discutir se irá modificar os itens questionados pelo MPF e associações em defesa dos grupos LGBT.
Os debates, iniciados nesta segunda-feira (10), ainda não têm data para terminar.

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